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Província de Buenos Aires terá plano de dragagem

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A província de Buenos Aires, na Argentina, deve lançar até o segundo semestre de 2010 um plano de dragagem dos seus portos públicos. O modelo do projeto deve ser semelhante ao Plano Nacional de Dragagem em curso no Brasil, permitindo que empresas internacionais participem da licitação para a contração do serviço por meio da formação de consórcios com empresas argentinas. O subsecretário de Atividades Portuárias da província de Buenos Aires, Luis Alberto Abot, disse na última sexta-feira, durante a 6a edição da Navalshore, que está conversando com a Secretaria Especial de Portos (SEP) para conhecer mais detalhes do plano.

"Estamos conversando com José Newton (assessor para Assuntos Internacionais), da SEP, para uma troca de experiências com relação ao plano de dragagem do Brasil. Alguns de nossos portos estão bem, mas outros têm alguns problemas. Baía Blanca, por exemplo, tem um canal de acesso com 45 pés de calado que se estende por 98 quilômetros, então exige manutenção. Estamos definindo o modelo de contrato, traçando os objetivos, mas serão contratos de longo prazo para dragagem e manutenção dos canais e área interna do

porto. O projeto deve estar pronto até pouco depois de julho do ano que vem, e pretendemos licitar no segundo semestre", disse.

Segundo Abot, os portos da província de Buenos Aires movimentam cerca de 50% de toda a carga de exportação argentina. Devido à crise financeira, que provocou a retração do comércio internacional, a carga total movimentada na província sofreu redução de 30% em relação ao ano passado. Mesmo assim, a secretaria tem planos de ampliar a área dos portos, para preparar a infraestrutura para um crescimento futuro da demanda.

"Temos um acordo com a armada argentina, estamos recebendo terrenos próximos aos portos que serão incorporados a eles. Já temos áreas para anexar aos portos de Baía Blanca, Mar del Plata e La Plata. Somente Baía Blanca deve receber mais 252 hectares", adiantou.

Abot veio ao Brasil acompanhar a delegação da Federação da Indústria Naval Argentina (Fina), formada pela diretoria da entidade e por representantes de 12 estaleiros, que negociam com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) a redação de um acordo de cooperação entre empresas dos dois países. A Fina foi uma das expositoras da Navalshore 2009. (Portos e Navios)

 

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