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Setor naval da Holanda quer investir no Brasil

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Com um movimento em torno de 9 bilhões de euros/ano, a indústria naval holandesa aposta no Brasil para direcionar seus investimentos. Por isso, os empresários do setor daquele país criaram a Agência da Indústria Naval da Holanda, composta por 19 empresas e duas associações, sendo uma de fornecedores e outra de estaleiros, para participar, pela primeira vez, da Navalshore 2009, conforme disse ao MONITOR MERCANTIL o coordenador da entidade, Philippe Schulman, para quem o setor da construção naval da Holanda é composto por 90 estaleiros, sendo que, deste total, apenas dois estaleiros (IHC e o Damen, que é associado ao estaleiro Ilson Songs) representam dois terços do setor.


Para Schulman, o mercado offshore não sofreu nenhum impacto da crise econômica internacional. Por isso, ele adiantou ao MM que a agência está investindo para abrir, no Rio, um escritório de representação de todas as empresas do setor. "Estamos investindo no Brasil para melhorar a nossa presença. Ainda não temos o valor dos investimentos, mais estamos dispostos a investir o necessário para atuar no país. Estamos mantendo contato com a Petrobras e estaleiros, uma vez que podemos operar numa joint venture", comentou, lembrando que a Holanda é o segundo maior investidor estrangeiros no país, só perdendo para os Estados Unidos.

O executivo fez questão de ressaltar que a descoberta do pré-sal é um passo muito importante. E frisou que, como o mercado holandês é de alta tecnologia, ele espera que as empresas possam concretizar negócios com parceiros brasileiros para atender as necessidades do mercado. E explicou que o setor naval de seu país conta com um programa específico, ou seja, é subsidiado pelo governo para o seu desenvolvimento. "O setor marítimo da Holanda atua em duas pontas, a exploração de gás natural e, em águas profundas, explorar óleo e gás. No entanto, não podemos esquecer-nos do transporte fluvial, cabotagem, dragagem, entre outros. E em todos esses pontos, nós somos líderes mundiais". (Fonte: Monitor Mercantil)

 

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