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Feira e Conferência da Indústria Marítima

18 a 20 de agosto de 2026
Rio de Janeiro
Das 13h às 20h

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Expositores da Marintec 2018 confirmam início de recuperação do setor naval

marcio by marcio
19 de outubro de 2026
in Notícias
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Teve início nesta terça-feira (14) no Rio de Janeiro mais uma edição da Marintec South America, principal feira da América do Sul dedicada aos setores da construção naval, manutenção e operações. A tônica deste primeiro dia foi a retomada do otimismo entre os empresários que participam do evento.

O novo posicionamento dos executivos de empresas nacionais e internacionais presentes na feira coincide com os resultados obtidos em recente pesquisa realizada pela organizadora da Marintec, UBM Brazil, uma das maiores promotoras de eventos B2B do mundo, e que apontou que a indústria naval deve seguir sem demissões significativas até o final de 2018. A pesquisa, intitulada “Perspectivas e Negócios da Indústria Naval Brasileira”, mapeou as perspectivas de trabalho e negócios do setor com base nos profissionais e empresários que visitaram a Marintec South America, entre 2015 a 2017. A expectativa é que se mantenha os atuais 30 mil empregos diretos e que o mercado volte a contratar a partir de 2019.

O CEO da Marine Office, Antonino Italiano, acredita que a pesquisa retrata com exatidão o momento do setor. Desde 2014, a empresa, que fornece produtos e serviços para o setor marítimo, não fez novas contratações, porém não demitiu funcionários. Ele afirma que o mercado chegou a um patamar muito baixo e demitir mais profissionais significa deixar de operar. “Não vemos mais tantas empresas demitindo, porque chegou-se a um limite muito baixo de capacidade produtiva. Todos estão segurando os melhores profissionais para voltar ao mercado”, diz.

Outra expositora da Marintec 2018 que se mostra otimista é a Ulstein Belga Marine, que atua há 40 anos no Brasil com telecomunicação naval, oferecendo equipamentos de auxílio à navegação. O diretor geral, Anderson Derossi, acredita que a partir de 2019 a situação voltará a melhorar. “Para que possamos atuar fortemente em nosso segmento dependemos muito que a Petrobras e outras empresas petrolíferas tenham um fluxo mais intenso de atividades, além de novos projetos. Hoje, as empresas estão esperando o mercado reaquecer e mantendo os profissionais”, conclui.

Oportunidade para investir – Além da influxo no volume de demissões, o mercado experimenta uma incipiente retomada nos investimentos. Um exemplo é a Cummins, expositora da Man.U.Tec, feira de Manutenção e Utilidades Industriais que acontece em paralelo à Marintec. A companhia aproveitou a realização do evento para lançar o motor eletrônico X15, que passa a ser produzido pela empresa em 2019, nos Estados Unidos. O equipamento deve atender rebocadores, barcos de pescas, empurradores fluviais, transporte de passageiros, entre outras aplicações comerciais para o setor.

O diretor de filial da empresa, Marcelo Foster, afirma que além do lançamento, a fabricante de motores de origem norte-americana mantém o mercado brasileiro como parte de seu plano de desenvolvimento estratégico. “Em 2017, apenas no Rio de Janeiro, investimos aproximadamente R$ 1,5 milhão em infraestrutura e em serviços de oficinas, assistência técnica, mudança de layout para melhor atender os colaboradores e clientes. Entendemos que o mercado brasileiro é feito de altos e baixos. Enquanto muitas empresas estão paradas, nós entendemos identificamos uma oportunidade de crescer”, explica.

Outra expositora que também reservou lançamentos para a Marintec 2018 foi a Macnor Marine, empresa de representações, consultoria e serviços que atua nos segmento offshore e Oil & Gas. A companhia apresentou o Macboom, primeira barreira de contenção de óleo oceânica que possui um preço mais acessível, por ser 100% fabricada no Brasil. “Acreditamos que seja essencial inovar, principalmente em um momento de crise”, afirma a coordenadora de serviços Anna Guimarães.

Quem faz coro com os outros empresários é o gerente de vendas da América Latina da fabricante de motores MTU, Rodrigo Miranda. Ele acredita que o pior momento do mercado já passou. “A partir do próximo ano, confiamos que o setor comece a apresentar os primeiros sinais de melhora. Somos uma empresa centenária e não atuamos apenas em momentos bons”, finaliza.

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